quinta-feira, 25 de março de 2010

Pois é...Quem diria!

MAIORIA DAS DONAS DE CASA USA REDES SOCIAIS

SÃO PAULO. Se a classe C é a grande responsável pelo crescimento da internet no Brasil (segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita pelo IBGE 2008, são 8.775 domicílios conectados), as mulheres dessa faixa econômica se mostram entrosadas com a navegação em rede.

De acordo com uma pesquisa conduzida de forma conjunta pelas empresas Predicta e Multifocus, 83% das donas de casa com idade entre 25 e 49 anos se conectam todo dia e 86% participam de alguma rede social.

Os dados apontam ainda que 40% passam mais de duas horas diárias conectadas e que 22% já criaram ao menos uma comunidade em redes sociais, enquanto 26% se sentem totalmente seguras para fazer compras online.

Entre o público feminino pesquisado, 33% consideram a web um passatempo melhor que a televisão, enquanto 78% se sentem mais "globalizadas" quando estão em rede. Outras 15% declaram que se sentem mais inteligentes usando a rede.

"Em 11 dias, foram registrados 94.250 acessos. Considerando o tipo de sites acessados, 44% da navegação foi em páginas de relacionamento; 38% em sites de informação; 10% em entretenimento; 6% em e-commerce e 2% em serviços. "Percebe-se que, em sites de relacionamento, as redes sociais respondem por 94% dos acessos, sendo o Orkut o mais visitado. O acesso a chats foi significativamente menor, com somente 5%, e os blogs registraram 1%", diz a pesquisa.

Publicado em: 25/03/2010, Jornal O Tempo.

Arquivo stokxpert
No Brasil, 86% das donas de casa participam de redes sociais

terça-feira, 23 de março de 2010

Só bebendo para crer!

Sabor animal
REFRIGERANTE A PARTIR DE URINA DE VACA



Os indianos devem ganhar um novo refresco nos próximos meses. O departamento de Proteção das Vacas da Índia está criando em laboratório um suco à base da urina do animal. "Água da vaca", como foi batizado o refresco, deve chegar aos mercados da Índia n o final do ano. "Será um suco muito saudável e saboroso. E não precisa se preocupar. Ele não terá forte odor", garantiu Om Prakash, chefe do departamento.

Publicado em: 23/03/2010, Jornal O Tempo.

Um pouquinho de Marketing Societário não faz mal a ninguém! E evita impostos!

Nutrição
PEPSI IRÁ REDUZIR AÇÚCAR, GORDURAS E SÓDIO

Nova York, EUA. A multinacional americana PepsiCo anunciou ontem que pretende reduzir as quantidades de açúcar, gordura e sódio presentes em seus produtos como parte de uma iniciativa para melhorar a qualidade nutricional de suas bebidas e guloseimas. "Acreditamos que a melhoria da saúde das pessoas de nosso planeta significará no futuro um maior êxito para a PepsiCo", disse Indra Nooyi, presidente da PepsiCo.

Entre as medidas para "promover melhores hábitos de saúde para as pessoas" está uma redução da quantidade de sódio de 25% até 2015 em produtos alimentícios, o corte de gordura saturada em 15% até 2020 e a redução de 25% do açúcar de suas bebidas até 2020. A PepsiCo anunciou também que "eliminará a venda direta de bebidas açucaradas nas escolas primárias e secundária de todo o mundo até 2012". O anúncio da multinacional coincide com uma campanha em favor do estabelecimento de um imposto sobre a indústria de refrigerantes com o argumento de que são responsáveis pelos problemas de obesidade nos Estados Unidos.

Os cortes também são fruto do acordo entre as grandes empresas e a Aliança para uma Geração mais Saudável, uma iniciativa da Fundação Bill Clinton e da Associação do Coração dos Estados Unidos. A aliança pretende estimular o consumo de leite desnatado, águas minerais aromatizadas e chá como alternativa aos refrigerante. As estimativas são de que um em cada cinco americanos com idade entre seis e 19 anos é obeso.

Publicado em: 23/03/2010, Jornal O Tempo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

É o que sempre digo em sala: ainda bem que somos humanos!

Para aqueles que ainda se acham "racionais"...Imunes às "influencias"!!!!!

CIÊNCIA EXPLICA POR QUE, NO VOTO, EMOÇÃO PESA MAIS QUE RAZÃO

Descoberta de pesquisas nos EUA de que escolha do candidato não é racional impõe questionamento sobre sentido da ideia de democracia representativa
HÉLIO SCHWARTSMAN, DA EQUIPE DE ARTICULISTAS.


Como o eleitor escolhe seus candidatos? A resposta, já há tempos intuída por políticos e marqueteiros e que agora ganha apoio da neurociência, é que, na definição do voto, emoções são significativamente mais importantes que a razão.Experimentos conduzidos nos EUA pelo psicólogo Drew Westen mostram que, com base apenas em questionários de cinco minutos sobre os sentimentos das pessoas em relação a certos temas, é possível prever com 80% de acuidade a resposta que elas darão a perguntas bastante precisas, como "o presidente mentiu ou disse a verdade?", "a Constituição autoriza ou não a adoção da medida proposta pelo governo?".Enriquecer esse modelo com conteúdos mais propriamente racionais, considerando também informações sobre a situação em que o presidente teria mentido, por exemplo, tem impacto negligenciável nas previsões, que ganham apenas entre 0,5 e 3 pontos percentuais de precisão. Em outras palavras, a realidade é só um detalhe para o eleitor, que raramente muda sua opinião em virtude de fatos que lhe sejam apresentados. As implicações dessas descobertas, que vão ganhando atenção crescente dos departamentos de psicologia e ciência política nos Estados Unidos, não são triviais. Se o voto não é o resultado de uma escolha racional e ponderada do cidadão -e poderia, em princípio, ser substituído por um teste de personalidade-, a ideia da democracia representativa continua a fazer sentido?

Livros
Questões como essa estão bem sistematizadas em dois livros lançados nos EUA. Em "The Political Brain" (o cérebro político), de 2007, Westen, hoje na Universidade Emory, dedica 500 páginas a recapitular experimentos que esmiúçam o comportamento do eleitorado e a mostrar as estratégias que costuma dar certo em campanhas.No outro, "The Political Mind" (a mente política), o linguista e cientista cognitivo George Lakoff usa 300 páginas para explicar por que os cérebros de conservadores e progressistas funcionam de forma diferente (e inconciliável).Mirando alto, Lakoff, hoje na Universidade da Califórnia em Berkeley, aproveita o livro para advogar pela fundação de um "novo iluminismo", no qual a razão deixaria de ser idealizada como uma máquina de calcular objetiva e desapaixonada e passaria a ser considerada como o que de fato é: um processo bem menos razoável, no qual 98% das "decisões" ocorrem inconscientemente e sob influência de emoções que nem sequer desconfiamos possuir.

"Frames"
O cérebro político pensa em termos de "frames" (enquadramentos) e metáforas. Podemos chamar um grupo armado que lute por uma causa determinada de "terroristas" ou de "combatentes da liberdade". E isso faz toda a diferença. "Frames" são mais que etiquetas ideológicas que pregamos a objetos. A capacidade dos neurônios de se conectar em redes que podem ser ativadas por contiguidade semântica faz com que as palavras escolhidas tenham o dom de comunicar sentimentos. Sem nos dar conta, sempre que lemos a palavra "terror", sensações de angústia e medo são acionadas. De modo análogo, a palavra "liberdade" dispara estímulos positivos. Experimentos de Westen mostraram que a ativação dessas redes, embora inconsciente, influencia fortemente as nossas decisões. Assim, os embates políticos não se resolvem tanto no plano das propostas, mas principalmente das narrativas que partidos e postulantes escolhem para contar suas histórias e transmitir seus valores. Devem constituir uma história fácil de contar e que fale ao cérebro emocional do eleitor. Especialmente para Lakoff, metáforas são muito mais que um recurso linguístico para explicar ideias. Elas são a matéria-prima do pensamento e têm existência física no cérebro. Pares de ideias frequentemente disparadas juntas acabam se consolidando numa rede neuronal que se torna mais forte à medida em que vai sendo mais utilizada. Sempre que uma conexão é ativada, ela inibe o acionamento de redes alternativas que possam existir. O viés do militante em favor de seu partido não é necessariamente mau-caratismo (veja quadro). Ele de fato percebe o mundo de forma menos objetiva.

Moderação
A questão que fica é: a democracia ainda para em pé? Num quadro em que as decisões dos eleitores são principalmente fruto de uma combinação de propaganda subliminar com estímulos consolidados ao longo dos primeiros anos de vida, faz sentido determinar o destino da nação através do voto? A resposta é afirmativa. Antes de mais nada, nem todo mundo é um militante radical e nem todas as questões debatidas são politicamente explosivas. Um número significativo de pessoas não é tão veemente em suas convicções políticas e adota visões de mundo ora conservadoras, ora progressistas dependendo do assunto. É em geral esse contingente que acaba definindo o resultado de eleições. Não deixa de ser uma virtude da democracia que os destinos de um país sejam definidos pelos mais moderados. Outro ponto é que, embora seja difícil contornar conexões neuronais já consolidadas, não é impossível. Discursos que ofereçam "frames" alternativos e explicitem os processos mentais em operação podem levar o eleitor a mudar de ideia, constituindo uma forma legítima de persuasão política. Apesar de as democracias modernas terem sido concebidas por filósofos iluministas que as moldaram segundo uma concepção de razão que hoje sabemos falsa, o fato é que há mais de 200 anos elas vêm se mostrando um sistema bastante funcional, capaz na maioria das vezes de autocorrigir-se.

Fonte: Folha de São Paulo, 22/03/2010.







Vale a pena consultar o site indicado!

O NOVO RANKING DOS PRODUTOS “CORRETOS”
DÉBORA MISMETTI, EDITORA-ASSISTENTE DO VITRINE.

Modelo de transparência para o autor Daniel Goleman, o Good Guide (goodguide.com) reúne informações sobre mais de 70 mil produtos, como brinquedos, cosméticos, itens de limpeza, alimentos industrializados e in natura, à venda nos Estados Unidos. A equipe do site, da qual fazem parte especialistas em resíduos químicos, relações de trabalho, saúde, logística e ambiente, analisam informações publicadas pelas empresas, por agências governamentais e ONGs sobre todas as questões envolvidas na produção. Entram na conta os riscos para a saúde dos trabalhadores e dos usuários dos produtos, as emissões de carbono, a qualidade do atendimento dado aos consumidores, riscos da produção à biodiversidade local, a quantidade de energia exigida e a transparência da fabricante. Todas as notas de cada quesito são convertidas para uma escala de 0 a 10 e somadas. Assim, é possível procurar, por exemplo, qual é a melhor pasta de dente disponível no mercado, o macarrão mais ecológico ou o brinquedo mais seguro. Clicando no produto, aparecem informações detalhadas sobre as notas. Quem tem iPhone pode baixar o programinha do Good Guide no celular. Por meio da câmera do aparelho, dá para escanear os código de barras dos produtos (só dos vendidos nos EUA) e consultar as notas instantaneamente.

Fonte: Folha de São Paulo, 20/03/2010.

Marketing Verde Falso x Marketing Verde Genuíno?

A INTELIGÊNCIA ECOLÓGICA ATACA O FALSO MARKETING VERDE
Só o conhecimento pode reduzir o impacto ambiental do consumo, prega o autor americano Daniel Goleman
DÉBORA MISMETTI, EDITORA-ASSISTENTE DO VITRINE.

O combate ao falso marketing verde e a diminuição do impacto ambiental causado pelo consumo são as novas palavras de ordem do psicólogo e escritor Daniel Goleman, 64. Autor do best-seller "Inteligência Emocional", ele investe agora na "Inteligência Ecológica" (editora Campus Elsevier, R$ 69,90, 264 págs.). Nesse seu último livro, Goleman defende que a sociedade tome consciência dos processos de produção que envolvem tudo aquilo que se consome, e que sejam revistos os métodos industriais incompatíveis com a preservação do planeta e da saúde das pessoas. "Não é mais possível ficar no escuro", diz o autor. Um dos caminhos para a transparência total, segundo o autor, é o trabalho dos ecologistas industriais -profissionais que sabem traçar toda a história de cada componente de um produto, calculando seus impactos ambientais e sociais. Assim, o ciclo de vida completo de uma mercadoria ficaria disponível para a análise dos consumidores, que decidiriam o que levar para casa com base em dados concretos, e não mais em falsas alegações ecológicas dos fabricantes. Esse trabalho minucioso, que começa a virar realidade em algumas partes do mundo, é o caminho para combater o falso marketing verde, diz Goleman.

FOLHA - Como diferenciar marketing verde de iniciativas reais para reduzir impacto ambiental?
DANIEL GOLEMAN - Agora, é muito difícil. Não há uma instituição independente que avalie o impacto do que compramos, ao menos não no Brasil. Mas já existe tecnologia para tornar isso possível. Nos EUA e na Europa isso já começou.

FOLHA - Quem deve responder pelas análises de ciclo de vida dos produtos? Governos, empresas?
GOLEMAN - Sou a favor de algo independente, como um grupo de ecologia industrial, para criar uma total transparência e dar informação aos consumidores. Um modelo para isso é o Good Guide. Ele é um corpo independente de cientistas e acadêmicos, que têm diversas fontes de informação. Eles oferecem um perfil completo do produto, de todo o seu impacto ambiental. Esse guia resume todas as avaliações em uma só, e dá uma nota simples, de 0 a 10. Com isso, você tem uma maneira de fazer escolhas reais.

FOLHA - Onde existe um desenvolvimento maior das análises de ciclo de vida dos produtos?
GOLEMAN - Estados Unidos, União Europeia e China. A China, surpreedentemente, está se tornando um centro de estudos desse assunto. Eles são a fábrica do mundo e estão percebendo que precisam entender por que seus clientes preferem um produto a outro, por que param de comprar algo. Todos os fabricantes serão forçados a dar todas as informações sobre seus processos de produção. O varejo começa a exigir isso. O modelo é o Walmart. Cerca de 20% dos produtos chineses são fabricados para o Walmart. E eles estão criando um índice próprio de impacto ambiental. Vão exigir as informações dos fabricantes, analisar, dar uma nota e colocá-la ao lado da etiqueta de preço, no supermercado. Isso está causando um pequeno terremoto na indústria. Uma outra cadeia de supermercados, a Safeway, com lojas na Califórnia, também está colocando essas notas, baseando-se nos rakings do Good Guide, que consideram o impacto de cada produto no aquecimento global, quanta energia ele consome, o impacto na biodiversidade, o impacto social. São questões duras, para as quais a indústria está sendo forçada a olhar. Nesta nova era de transparência, o consumidor vai votar com o seu dinheiro.

FOLHA - Não é muito poder para quem faz esses índices?
GOLEMAN - A organização que faz esse tipo de ranking tem que ser transparente. Quem quiser fiscalizar isso tem que ter acesso aos critérios para a escolha da nota. Não sei se o índice do Walmart, por exemplo, vai ser transparente. Se não for, isso pode dar vazão ao marketing verde, a coisas que parecem ecológicas, mas que só diminuem impacto em um aspecto. A transparência é a única coisa que pode acabar com esse "greenwashing": a coisa que parece verde, mas não é.

FOLHA - As condições de trabalho entram nesse ranking?
GOLEMAN - No do Good Guide entram. A pessoa que fez o Good Guide [o americano Dara O'Rourke] é um professor que passou anos em chão de fábrica em países do terceiro mundo. Ele é que denunciou a Nike e expôs o uso de trabalho indigno que a companhia fazia. Hoje em dia, a Nike lidera um movimento em seu setor para acabar com o uso de "sweatshops".

FOLHA - Como fazer o consumidor criar o hábito de consultar esses índices e mudar suas escolhas?
GOLEMAN - O Good Guide, por exemplo, está num aplicativo de iPhone. Você procura lá o xampu que vai comprar, o protetor solar, e ele mostra qual é a nota dele quanto ao impacto ambiental e se há similares melhores. Como a gente não costuma mudar muito nossa lista de compras no mercado, acho que não é tão difícil assim. Para as gerações mais novas, isso já faz parte do cotidiano. O trauma da geração das crianças de hoje é o risco de perder o planeta como nós o conhecemos. Agora, os mais velhos têm mais dificuldade de mudar de hábitos. Hoje, ainda é difícil fazer boas escolhas. Com a era da transparência, ficará mais fácil.

Fonte: Folha de São Paulo, 20/03/2010.

quinta-feira, 18 de março de 2010

VAMOS DIVULGAR E PARTICIPAR!

No dia 27 de março, apaguem as luzes por 1 hora!

No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização.

QUE TAL ACESSAR O SITE E SABER MAIS?
 www.horadoplaneta.org.br/
Até breve,
Rosane

terça-feira, 16 de março de 2010

Ganhadores da Promoção Dia Mundial do Consumidor

Pessoal,
conforme promoção anunciada no blog, os três primeiros alunos que
me enviaram a resposta correta no meu email são....

Pela ordem de chegada....

Ellen
Michael
Flaviane

Fiquem atentos pois teremos mais promoções!
Bjs,
Rosane

quinta-feira, 11 de março de 2010

ATIVIDADES MARCAM COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO CONSUMIDOR

O Dia Mundial do Consumidor é celebrado em 15 de março e a Prefeitura preparou uma programação para comemorar a data que é um marco importante na proteção dos direitos dos consumidores. Durante a próxima semana serão realizadas palestras em estabelecimentos comerciais de Belo Horizonte mostrando para o consumidor seus direitos e o que deve ser exigido no momento da compra e da contratação de um serviço. A programação completa de todas as atividades está disponível no site www.pbh.gov.br/procon. A Prefeitura trabalha na garantia dos direitos dos consumidores por meio da Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), da Secretaria Municipal Adjunta de Direitos de Cidadania. O órgão é integrante do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), do Ministério de Justiça.

Segundo a coordenadora interina do Procon Municipal, Maria Laura Santos, o consumidor está mais exigente e os fornecedores mais preocupados em prestar um bom atendimento. “O fornecedor não quer aparecer no ranking das empresas que não atendem bem os consumidores. Apesar de o consumidor ser a parte mais vulnerável em uma relação contratual, com o código de defesa e com as informações prestadas pelos órgãos de proteção ao crédito do consumidor ele tem tomado consciência de seus direitos e com isso tem procurado o Procon e os juizados especiais para garantir seus direitos”, disse. Outra observação para evitar problemas é que antes da compra e da contratação de serviços, o comprador analise o contrato, peça orçamentos, estabeleça prazos, opções e condições para prestação de serviços, além de verificar a idoneidade da prestadora, consultando os sites dos órgãos de defesa do consumidor e os sites do Tribunal de Justiça para verificar se a empresa não possui ações de cobrança.


O número de atendimentos do Procon aumentou 30% em relação ao ano passado. De 1º de janeiro a 9 de março de 2009 foram 7.033 atendimentos. No mesmo período deste ano, esse número subiu para 10.284. Em 2010, fabricantes de aparelhos celulares, operadoras de telefonia móvel, lojas de eletrodoméstico e cartões de crédito lideram a procura. Para a supervisora de telemarketing Tatiana Cristina Cirilo, as empresas estão tendo que se adaptar ao perfil do consumidor, que está mais exigente e fazendo jus aos seus direitos. “Tive problema com uma cama box. Quando comprei, me deram garantia de um ano e ao ter um problema com a qualidade do produto, procurei o fabricante e me disseram que a garantia era de seis meses e não efetuariam a troca. Espero que, através do Procon, meu problema seja resolvido. De qualquer forma, valeu a pena pelo registro da reclamação para que outras pessoas não sejam lesadas”, disse.

Orientação
A coordenadora do Procon orienta que, ao constatar uma irregularidade, a pessoa busque orientação através do telefone 156 ou pessoalmente, com atendimento no Procon Municipal (rua Espírito Santo, 505, térreo, Centro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h), ou nos postos em todas as secretarias regionais da cidade. O consumidor também pode entrar em contato com a coordenadoria através do e-mail procon@pbh.gov.br. Pela internet, o consumidor pode fazer uma reclamação e acompanhar o seu processo. O fabricante também pode consultar as demandas. Após o atendimento do Procon, é gerada uma notificação para o fornecedor e ele tem um prazo de dez dias para prestar esclarecimentos e apresentar documentos. Após essa resposta um técnico avalia se é satisfatória ou não. Se essa resposta não for satisfatória é marcada uma audiência de conciliação. Em 85% dos casos é realizado um acordo e o problema do consumidor é resolvido. Os casos que não são resolvidos são executados no Juizado Especial.

Saiba mais sobre o Código de Defesa do Consumidor
O Código de Defesa do Consumidor é uma lei que trata das relações de consumo em todas as esferas: civil, definindo as responsabilidades e os mecanismos para a reparação de danos causados, administrativa, definindo os mecanismos para o poder público atuar nas relações de consumo, e penal, estabelecendo novos tipos de crimes e as punições para os mesmos. A Lei nº 8.078, que instituiu o Código de Defesa do Consumidor, foi sancionada no dia 11 de setembro de 1990 e passou e entrou em vigor em março de 1991.

Publicado em 10/03/2010 18:01:39 - PBH


Alguém sabe me dizer o motivo da comemoração ocorrer no dia 15 de março?
Os três primeiros alunos quer enviarem respostas corretas ao rosanecorgo@gmail.com receberão um ponto extra.
















Atendimentos

terça-feira, 9 de março de 2010

Olha aí que novidade legal!!!!

NESTLÉ LANÇA BEBIDAS EM PET ASSÉPTICO COM RÓTULO TERMOENCOLHÍVEL

A Nestlé apresentou uma nova linha de bebidas lácteas. Batizada de Fast, os produtos têm as marcas Neston Vitaminas, Nescau e Alpino. A intenção da empresa é oferecer uma opção saudável às pessoas que se alimentam mal por falta de tempo. Além do produto, outra novidade está nas embalagens: as bebidas são acondicionadas em garrafas de PET asséptico, decoradas com rótulos termoencolhíveis. Como no caso das caixinhas longa vida, o processo asséptico em PET fundamenta-se no enchimento de líquidos esterilizados em embalagens também estéreis num ambiente controlado. Livres de microorganismos, os produtos adquirem shelf life extensa, geralmente de seis meses (em certos casos de até dois anos), podendo ser distribuídos sem refrigeração. O gerente de embalagens da Nestlé, Eduardo Yugue, será um dos palestrantes do Fórum de Rotulagem e Decoração de Embalagens, que acontece no dia 15 de abril, em São Paulo. O evento será realizado no Centro Brasileiro Britânico e todos os participantes receberão um exemplar do Guia de Referência sobre Rotulagem e Decoração de Embalagens, produzido pela Bloco de Comunicação, editora da revista EmbalagemMarca.

 
FONTE: EMBALAGEMMARCA, SEGUNDA-FEIRA, 8 DE MARÇO DE 2010.
 
 
 

Os homens também merecem cuidados especiais!

MEDO DA VELHICE FAZ HOMENS RECORREREM AOS COSMÉTICOS
Estética. Quase dois terços deles usam produtos diariamente, revela estudo
Pesquisa revela que preocupação com envelhecimento não atinge só mulheres

Londres, Reino Unido. As vendas de cosméticos para homens no Reino Unido vêm aumentando em ritmo duas vezes maior do que o de cosméticos para mulheres, movimentadas sobretudo pela necessidade de os homens terem uma aparência boa para entrevistas de emprego e pelo medo de envelhecer, revelou uma pesquisa. O estudo feito pela L'Oreal do Reino Unido com 1.013 homens revelou que um em cada cinco entrevistados tinge os cabelos para disfarçar os fios grisalhos.Cuidar da aparência passou a ser visto como símbolo de masculinidade, concluiu a pesquisa. Quase dois terços dos homens usam produtos cosméticos diariamente e um quarto usa hidratante facial regularmente.

                                         Flash. A Depyl Action, maior rede de depilação no Brasil, também atende homens.

"Sabemos, pelos resultados da pesquisa, que a preocupação com o envelhecimento não atinge apenas as mulheres e que um número crescente de homens vem recorrendo a cosméticos para ajudá-los a ter uma imagem mais profissional em tempos de incerteza econômica", disse Pierre-Yves Arzel, diretor administrativo da L'Oréal Reino Unido e Irlanda. "Portanto, os produtos antienvelhecimento são os mais importantes do mercado de produtos de beleza para homens", acrescentou.


Publicado em: 09/03/2010, Jornal O Tempo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Quem diria que o BBB seria tão importante....

"BIG BROTHER BRASIL" RETRATA NOVA RELAÇÃO DO ESPECTADOR COM TV E INTERNET

TEREZA NOVAES,editora da Ilustrada da Folha Online.

Lia, Cláudia ou Marcelo Dourado? Quem deve deixar o "Big Brother Brasil" hoje será o assunto do dia em várias rodas reais e virtuais.

Ame ou odeie o programa, ele se tornou o mais bem-sucedido exemplo de como a relação do espectador com a TV e a internet está em transformação. Convergência de mídias, interação e mobilização pela web, antes conceitos muito debatidos e pouco observados, são algumas das palavras de ordem dessa virada.

O recorde de votação, 77 milhões de votos, na semana passada, veio acompanhado de uma frenética disputa de duas torcidas: a do lutador Marcelo Dourado e a da jornalista Angélica, a Morango.

O frenesi entre os dois "times" fez a lista de "trendig topics" (os assuntos mais comentados do Twitter) ser invadida por termos relacionados ao programa. Durante a exibição da eliminação, o "TTs" brasileiros eram ocupados em sete posições pelo BBB; refinando a busca para a cidade de São Paulo, eram dez, ou seja, todos os tópicos eram sobre o reality.

O Twitter, que desde agosto do ano passado desenhava uma curva de queda no Brasil, voltou a crescer em janeiro. Saltou de 7,8 milhões de visitantes em dezembro para 9 milhões no mês passado. "Especialmente em grandes eventos, como a posse do [presidente dos EUA] Obama, as pessoas querem cada vez mais assistir ao que acontece na tela em conjunto, comentando com outras pessoas em tempo real", diz Ronaldo Lemos, colunista de internet do Folhateen.

"E o Twitter se mostrou uma ferramenta muito boa para isso. Vai ser interessante, por exemplo, ver se essa prática vai pegar também nas eleições, se temas de interesse público terão esse poder de mobilização." A página mais acessada do serviço de microblog em janeiro foi justamente a de Tessália Serighelli, participante eliminada há quatro semanas. No mês anterior, a página do jornalista William Bonner havia sido a campeã. Enquanto isso, a audiência da eliminação da terça-feira passada na TV chegou a 34 pontos, a melhor da atual edição, mas distante dos 50 pontos alcançados pela primeira.

A TV pode ter perdido pontos na contabilidade da audiência, mas continua influente em outras mídias. É o que diz Luiz Calanzans, analista do Ibope especializado em internet. "As pessoas não vão deixar de ver televisão. Em nenhum lugar do mundo a internet está "roubando" a TV. Uma coisa realimenta outra e elas crescem juntas", observa.

Da mesma forma como nos EUA, onde o fenômeno de interação pela internet foi observado no Super Bowl, a final do futebol norte-americano, que levou um executivo da rede CBS a dizer que "a internet é nossa amiga, não inimiga", em texto do "NYT", publicado no domingo passado na Ilustrada. "O fenômeno do Big Brother é muito interessante. A relação entre internet e mídias tradicionais acabou sendo diferente do que muita gente imaginou", diz Lemos.

"O caso do "Big Brother" (e de Susan Boyle, Olimpíadas de Inverno e Super Bowl etc.) mostra que a mídia tradicional ainda tem um poder extraordinário de gerar assuntos de interesse geral, que acabam sendo repercutidos na internet." A demanda por informações sobre o "BBB" movimenta a internet de forma significativa e vai além do site oficial, que superou, segundo medição do Ibope, os 7,9 milhões de visitantes únicos em janeiro. O número foi inédito e 25% superior ao do mesmo período do ano passado.

Uma menção a Marlon Brando no programa, feita há duas semanas, fez com que a procura pelo ator, morto em 2004, aumentasse 50% no Google. Na Folha Online, a notícia sobre a morte do ator se tornou uma das cinco reportagens mais lidas, minutos após o comentário ter sido feito na TV.

Fonte: Folha On Line, 02/03/2010.

quinta-feira, 4 de março de 2010

E aí? Vai um brinde?

Sucesso. Turma do Chaves virou febre e até adultos se renderam
BRINDE IMPULSIONA VENDAS DE REDES
Em apenas três dias foram vendidos 2.500 bonecos num shopping em BH
HELENICE LAGUARDIA



A competição entre as grandes redes de fast food ganhou um tempero adicional com as surpresas das promoções. Nas lojas da McDonald’s, em Belo Horizonte, virou febre colecionar os oito personagens da Turma do Chaves, desenho animado inspirado num seriado mexicano da década de 1970.O McDonald’s não informou números isolados de venda, mas pelo sumiço nas lojas do boneco principal, o Chaves, fica evidente que a campanha foi um dos maiores sucessos na rede que cresceu 22% no Brasil em 2008. O Burger King, 2ª maior cadeia de hambúrgueres do mundo, também lança na próxima semana o Homem Aranha e a boneca Polly. A rede brasileira Bob’s espera aumentar a venda em 10% com a promoção oferta de bandeja do Cheese Picanha. Mas os bonecos de plástico coloridos da Turma do Chaves chamam a atenção pela vida. Chaves anda, Quico fala o bordão "gentalha, gentalha", Dona Florinda levanta os braços, Nhonho pula, Popis treme e Paty pula corda.

Sidney Gomes, 26, não é colecionador de miniaturas, mas gastou R$ 55 para comprar a coleção há duas semanas e teve trabalho. Precisou "caçar" o personagem principal. "Não achava o Chaves, fui a cinco lojas e liguei para todas as outras. Encontrei por acaso no BH Shopping", contou, depois de mobilizar vários amigos na busca ao boneco.Agora, a coleção de Sidney fica espalhada na mesa do computador. Mas de onde vem a fascinação pelos toscos bonecos? "Foi a primeira série que assisti na vida", contou. Consumidor frequente, Sidney gasta R$ 15 uma vez por semana no McDonald’s. Durante a peregrinação, Sidney colecionou também números curiosos do consumo voraz dos bonecos. "No Mcdonalds do BH Shopping falaram que 2.500 brinquedos foram vendidos em três dias. Num único domingo no shopping Del Rey foram vendidos 500 bonecos Chaves", contou Sidney que comprou quatro bonecos do Chaves para a irmã e amigos.

A publicitária Daniela Kapitizky de Mendonça, 24, comprou cinco bonequinhos separadamente, dentre eles, o cobiçado Chaves. "O seriado marcou minha infância. Cresci vendo o Chaves na TV" justificou a adoração. Fã do sanduíche, mas longe do vício, Daniela precisou pesquisar nos locais de venda. "Tinha lugar,dependendo do shopping, que era mais caro", disse a colecionadora. "Diversas gerações já riram e se encantaram com as histórias de Chaves e sua turma", explicou o diretor da Arcos Dourados, empresa que opera a marca McDonald’s na América Latina, Roberto Gnypek.

Publicado em: 04/03/2010, Jornal O Tempo.

Ainda bem que voltou....Ufa!!!!!!!!!

Dinheiro. Empresa vai investir cerca de R$ 6 milhões para ampliar fábrica em Contagem
FORNO DE MINAS RETOMA LINHA DE MASSAS FRESCAS
Dono anterior da marca fabricava Frescarini; produtos chegam em 2011
ZU MOREIRA

A tradicional marca de pão de queijo Forno de Minas vai entrar, no ano que vem, no mercado de massas. A empresa planeja investir cerca de R$ 6 milhões para ampliar a fábrica, localizada em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. O objetivo da expansão é retomar a linha de produção de massas, interrompida em abril do ano passado pela General Mills, que foi detentora da Forno de Minas por dez anos e fabricava a marca Frescarini.Em junho de 2009, a família Mendonça, fundadora da empresa, reassumiu o controle, mas a multinacional norte-americana não cedeu a Frescarini.

Segundo o diretor presidente da Forno de Minas, Helder Mendonça, a linha de massas vai levar o nome da tradicional marca mineira. A ideia é atender o mercado de "food service" (alimentação fora de casa), além de supermercados e padarias. Os principais produtos são massas frescas congeladas com recheios (ravioli e cappeletti, por exemplo) e pratos prontos, como lasanhas. A expectativa é que novos empregos sejam gerados com a expansão.

A Forno de Minas herdou da General Mills cerca de US$ 5 milhões em maquinário para a fabricação de massas. "São equipamentos novos, adquiridos em outubro de 2008, e que estão parados", disse Mendonça. Na época, a multinacional transferiu a produção para Minas Gerais devido a um incêndio na fábrica da Frescarini na Argentina. Com isso, teve que desativar a produção de pão de batata. De acordo com o gerente de produção da empresa, Antônio Carlos Delcin, a fabricação de massas era dividida em três turnos e gerava cerca de 50 empregos. Por mês, cerca de 180 toneladas de massas eram processadas.

Terceiro turno. A Forno de Minas deve faturar neste ano cerca de R$ 100 milhões, segundo estimativa de Helder Mendonça. O executivo espera um crescimento de 100% na produção, com um salto de 500 toneladas para 1.000 toneladas mensais. Com o lançamento de novos produtos, a expectativa é que o terceiro turno seja reativado. Por enquanto, a empresa abriu dez vagas para a linha de produção de pão de batata. "Esse percentual de crescimento é a metade que tínhamos há dez anos. Temos muito espaço para crescer", disse.

Credibilidade
QUEIJO HAVIA SIDO TROCADO POR AROMA
A Forno de Minas, empresa familiar tradicional que foi vendida para uma multinacional e retornou aos donos originais após anos, “está começando praticamente do zero”, segundo a diretora de finanças, Hélida Mendonça. O principal desafio é recuperar a preferência do consumidor. Com a saída da família, liderada por dona Dalva, a qualidade do pão de queijo foi comprometida, já que na composição do produto o queijo foi substituído por “aromatizantes”. O resultado foi que em dez anos a General Mills perdeu clientes e 50% da participação no mercado. “Deve ter sido uma decisão dolorosa abrir mão da qualidade para aumentar a rentabilidade”, disse o atual diretor presidente, Helder Mendonça.A fórmula original Forno de Minas leva quatro qualidades de queijo, fornecido pela Laticínios Condessa (empresa do grupo). Localizado em Conceição do Pará, o laticínio processa 4 milhões de litros de leite por mês, dos quais 20% vão para a Forno de Minas. O restante vai para outras indústrias, como a Perdigão. O desafio da Forno de Minas agora é alinhar qualidade com preço. “O mercado vai perceber essa diferença de qualidade e vai estar disposto a pagar por isso”, acredita. (ZM)

Publicado em: 04/03/2010, Jornal O Tempo.







terça-feira, 2 de março de 2010

Por isso assino, leio e recomendo a Folha de São Paulo: é completa!

CONAR SUSPENDE CAMPANHA DE CERVEJA COM PARIS HILTON
Liminar retira peça publicitária do ar após denúncias de sexismo e excesso no apelo sensual. Schincariol, fabricante da Devassa, diz que publicidade não ofende regras do Conar e que vai recorrer; no Twitter, socialite critica ato "ridículo" .
MARIANA BARBOSA,DA REPORTAGEM LOCAL

O Conar (Conselho Nacional de Regulamentação Publicitária) determinou a retirada de algumas peças da campanha da cerveja Devassa Bem Loura, estrelada pela socialite americana Paris Hilton. A retirada, por meio de medida liminar, é imediata e cobre peças veiculadas em televisão, rádio, mídia impressa e internet.

A campanha, assinada pela agência Mood, foi lançada durante o Carnaval, com Paris Hilton marcando presença no camarote da cervejaria Schincariol na Marquês de Sapucaí. A liminar foi concedida na noite de sexta-feira e decorre de três processos abertos pelo Conar para investigar se a campanha fere o código de autorregulamentação publicitária no que diz respeito ao apelo sensual. O Conar acolheu denúncias da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, que considerou a campanha sexista e desrespeitosa, e também de consumidores comuns. A liminar vale até o julgamento dos processos, o que deve acontecer na próxima reunião do Conar, marcada para o fim deste mês. A Schincariol já foi notificada e tem uma semana para apresentar sua defesa.

Em nota, a Schincariol afirma que a campanha "não ofende, em nenhum aspecto, qualquer norma ou orientação emitida pelo Conar. Apesar disso, acata a decisão e já trabalha na defesa do caso". A notícia gerou repercussão nos meios de publicidade dos Estados Unidos. Com ironia, o site Advertising Age questiona se "Paris Hilton seria sexy demais para o Brasil". "Isso é sério? Que ridículo", reagiu a própria Paris no microblog Twitter.Essa é a "sexta ou sétima" vez que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, órgão ligado à Presidência da República, aciona o Conar, informa Ana Paula Gonçalves, ouvidora da secretaria. O objetivo, diz ela, é zelar para que haja "respeito pela imagem da mulher" e "para que a mulher não seja tratada como um produto". O fato de a campanha ter sido lançada no meio do Carnaval, quando a exposição de mulheres seminuas na mídia atinge seu ápice, não a torna menos nociva, acredita Ana Paula. "O Carnaval é uma festa. Embora tenha mulheres, há toda uma beleza, um brilho e um luxo associados à festa."

O primeiro código de autorregulamentação da publicidade de bebidas no Brasil data de 1978, mas foi em 2003 que as regras começaram a ficar mais rígidas. Naquele ano, decidiu-se não aceitar campanhas que estimulem o consumo excessivo da bebida e que apelem para o erotismo. Em 2008, o código ficou mais rigoroso, e o termo "apelo erótico" foi substituído por "apelo sensual". Para o diretor de graduação da ESPM, Luiz Fernando Garcia, a reação da sociedade contra campanhas sexistas "é legítima". "A sociedade não aceita regras que, até ontem, eram recorrentemente utilizadas." Ele conta que assistiu à campanha no contexto do Carnaval e que a considerou "contida". "Se a exposição de mulheres sensuais na mídia for um problema, deveríamos cancelar o anúncio e também a transmissão do Carnaval, da novela..."

Fonte: Folha de São Paulo, 02/03/2010.

Coragem?

Coragem. Notícia foi revelada em relatório sobre fornecedores no próprio site
APPLE ADMITE QUE ALGUMAS DE SUAS FÁBRICAS EMPREGARAM TRABALHO INFANTIL

RIO DE JANEIRO. A Apple admitiu que algumas de suas fábricas violaram diversas leis trabalhistas, até mesmo contratando menores de idade para a fabricação de iPhones, iPods e computadores Macintosh. A revelação foi feita no site da empresa, após uma auditoria em 102 fábricas na China, Taiwan, Tailândia, Malásia, Cingapura, Coreia do Sul, República Tcheca, Filipinas e Estados Unidos. A empresa não revelou o nome dos infratores, mas em seu relatório "Responsabilidade dos Fornecedores" ("Supplier Responsibility") disse que jovens de 15 anos foram contratados em países onde o limite de idade para trabalhar é 16. Em mais de 60 instalações, os funcionários trabalhavam mais do que as 60 horas semanais determinadas pela Apple, que exige também um dia de descanso a cada seis de trabalho. Além disso, 24 parceiros pagavam menos que o salário mínimo e 57 não ofereciam todos os benefícios exigidos por lei. A Apple afirma que cancelou o contrato de pelo menos um fornecedor com repetidas violações. A empresa norte-americana diz ainda que criou um programa para educar funcionários quanto a seus direitos a um ambiente de trabalho seguro e respeitoso.

Declaração
Na sua página de Relações com Fornecedores na internet, a Apple diz:
"Nós insistimos que nossos fornecedores provenham condições de trabalho seguras, tratem os trabalhadores com dignidade e respeito, e usem processos de produção ambientalmente responsáveis"

Flash
Local. A maioria das fábricas da Apple fica na China, onde as condições de trabalho em algumas fábricas chegam a extremos de rigidez.

Publicado em: 02/03/2010, Jornal O Tempo.



Devassa "derrotada" pela polêmica...

Propaganda com Paris Hilton é retirada do ar



Rio de Janeiro. A campanha publicitária do grupo Schincariol para a cerveja Devassa Bem Loura, estrelada pela socialite Paris Hilton, não resistiu às três notificações emitidas pelo Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e deixou de ser veiculada ontem, por tempo indeterminado. As denúncias contra a propaganda dizem que ela tem apelo sexual excessivo, sugere o consumo excessivo de álcool e denigre a imagem da mulher. Em nota, a a Schincariol reitera que "filme estrelado por Paris não ofende, em nenhum aspecto, qualquer norma ou orientação da Conar.



Publicado em: 02/03/2010, Jornal O Tempo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Lá vem a NIKE....

COPA E OLIMPÍADA PÕEM PAÍS NO FOCO DA NIKE
Eventos fazem gigante do material esportivo pensar o Brasil além da camisa da seleção, que levou marca a liderar no futebol. De olho no mercado interno, empresa pretende fabricar mais no Brasil; executivo defende a redução de tributação sobre o setor.
JOSÉ HENRIQUE MARIANTE, ENVIADO ESPECIAL A LONDRES.

A Nike usa -e bem- o Brasil. Mas o Brasil usa a Nike? Pouco mais de 13 anos depois do primeiro e polêmico contrato com a CBF, uma CPI, acusações de interferência na seleção e até um colapso de Ronaldo antes da final da Copa de 1998, a gigante americana chegou lá. Anunciou na semana passada, em Londres, que já lidera o mercado mundial do futebol. Para o setor, uma reviravolta.

Com estimativa de faturamento global superior a US$ 19 bilhões em 2009, a Nike desbancou a rival Adidas, a empresa de origem alemã que durante décadas influenciou atletas e dirigentes e moldou, para o bem e para o mal, o esporte como entretenimento e negócio. "É como em qualquer relação. Tivemos bons momentos e alguns percalços", afirma Charlie Denson, um dos três CEOs da Nike, de blazer, jeans e tênis, o máximo de rigor que a empresa permite no vestuário de seus executivos.

A CPI no Congresso brasileiro foi o pior deles, reconhece o executivo, espécie de prata da casa, que começou na primeira loja, no Oregon, e hoje responde pela marca Nike, uma das várias que a empresa possui. A última delas é a Umbro, aquisição que determinou a virada no mercado. Pequena mas muito importante no estratégico cenário britânico, a marca que veste o "English Team" tem uma história recheada de acordos temporários e de luta pela sobrevivência com concorrentes, até com a Adidas.

Agregar a história dos outros à sua, como faz agora com a seleção inglesa e como vem fazendo desde 1996 com a própria seleção brasileira, parece ter sido a estratégia principal da Nike para encarar o mundo do futebol. "A Nike sempre foi uma marca ligada à criatividade, e o Brasil, a marca do jogo bonito, da emoção. As duas combinaram muito bem", diz Denson, em entrevista à Folha, na última quinta, pouco antes de lançar a nova mas sempre amarela camisa da seleção.

A maior novidade do evento foi o caráter ambiental do produto. A empresa garante que o poliéster da nova camisa vem de garrafas PET -de oito delas para ser exato- e que 100% do material a ser utilizado na Copa da África do Sul é reciclado. A não novidade foi a falta de um astro. O escalado foi um novato, Alexandre Pato, que tem pouca ou nenhuma chance de chegar à África do Sul. "Daqui a pouco aparece alguém. Até a Copa, talvez", afirma Denson, evitando escalar qualquer um, efeito da entressafra ou de um cuidado que a empresa não teve nos primeiros anos de contrato com a CBF. No máximo cita confiança em Robinho, um dos tantos jogadores que tentam ganhar Dunga fazendo "pré-temporada" no futebol brasileiro. Ronaldinho Gaúcho não aparece nem em foto.

O executivo adapta o discurso também ao momento atual da seleção. O "jogo bonito" da propaganda vira o "jogo diferente" da era Dunga, o "jogo de time". Se para 2010 a coisa já está feita, para o biênio 2014/16 Denson promete começar a ver o Brasil não apenas como fornecedor de história esportiva e mão de obra qualificada, mas também como mercado consumidor prioritário. "Temos de melhorar os preços dos produtos. São caros", diz ele.

Menos tributos
O executivo afirma que a empresa estuda voltar ao Congresso Nacional, desta vez como lobista, em busca de mudanças na legislação tributária. "Alguns produtos são difíceis de serem produzidos no Brasil porque são feitos em um único lugar para o resto do mundo.Envolvem muita tecnologia", diz, em defesa de menos impostos. "Mas faz parte de nossa estratégia, que deve ser anunciada em breve, fabricar mais no Brasil", completa.

Flamengo
Fabricar no Brasil é atualmente um problema para a Nike. Uma das primeiras empresas a baratear custos terceirizando a produção (e uma das primeiras a ser acusada de violação de direitos em países pobres), a marca sofreu um baque no final do ano passado ao perder o contrato com o Flamengo.A multinacional não teve forças para combater a oferta da local Olympikus. Sua fragilidade, exposta vexatoriamente durante as negociações, eram as constantes falhas de fornecimento. "Não vou falar sobre o Flamengo", diz Denson para depois completar que, "no final das contas, talvez tenha sido melhor assim".

ÁFRICA: EMPRESA INVESTE EM MARKETING SOCIAL NA COPA E DOA CENTRO ESPORTIVO
Além do uniforme ambientalmente correto, a Nike apelará à responsabilidade social no Mundial africano. Depois de fazer uma campanha contra a Aids no continente, se prepara para doar um centro de treinamento em Soweto. "Isso não é novidade para nós. Nos EUA, deixamos quadras e campos após eventos esportivos", diz Charlie Denson, CEO da empresa. Analistas afirmam que ações filantrópicas serão quase obrigatórias para empresas envolvidas com a Copa.
 
O jornalista JOSÉ HENRIQUE MARIANTE viajou a convite da Nike
Fonte: Folha de São Paulo, 01/03/2010.

Associação cria manual de comunicação GLBT

A ABGLT (Associação Brasileira da Gays, Lésbicas, Travestis e Transgêneros) lançou um manual de boas maneiras que cria um conjunto de normas, nomenclaturas e terminologias para pessoas e instituições se referirem a esses grupos.


O documento, intitulado Manual de Comunicação GLBT, foi adotado pela Presidência da República, que o colocou no site do Observatório da Igualdade de Gênero, da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, e por conselhos federais, como o de Serviço Social.

Em vez de "o travesti", prega a militância, deve ser "a travesti". No lugar de "GLS" tem de ser "LGBT". O termo "homossexualismo" deve ser trocado por "homossexualidade".

Para consultar, ler o baixar, acesse o seguinte link:

http://media.folha.uol.com.br/cotidiano/2010/02/26/lgbt-manual_de_comunicacao.pdf
Fonte: Folha de São Paulo, 28/02/2010